terça-feira, 28 de outubro de 2008

UM OLHAR SOBRE A CIDADE

Uma câmera fotográfica, um pouco de indiscrição e uma boa ida a pé para casa, dá nisso, várias imagens em diferentes lugares, de diferentes formas.
Gosto especialmente de flores, fotografadas elas não morrem de um dia para o outro. Essa mini-rosa é achada em vários lugares, esta especialmente na portaria do prédio do Rafael.

Esse hibisco é maravilhoso também. Seu matiz único indica que uma mão boazinha o rega todo o dia.

Esse é o Edifício Olympus. Sempre gostei do seu desenho geométrico futurista. O Setor Oeste em Goiânia é cheio de surpresas arquitetônicas, de estilos misturados, de ruas largas e gente bonita transitando. Adoro passar por lá. Esse fica na Rua 3.

No mesmo Setor Oeste, na mesma rua, há o Pronto Socorro para Queimaduras. Além de ser cheia de pacientes, ter um cheiro fortíssimo de éter, sua portaria é sempre desconfortável para aqueles que têm de esperar pelo tratamento ou acompanhar pacientes. Tirei essa foto porque achei curioso não ter quase ninguém, embora fossem quase seis da tarde.
Aqui, um peão de obra varre a sujeira deixada por uma caçamba de terra no asfalto. No Setor Oeste, os pequenos prédios e as casas dão lugar a edifícios enormes, condomínios chiques e caros, para aqueles que insistem em morar perto do centro, das lojas, dos bancos e prédios públicos úteis. Muitos foram-se para condomínios fechados e lá estão, a vinte, quinze, dez quilômetros de distância... Tem gente que acha que é vantagem. Cada um com sua opinião. Para mim, quanto mais no miolo, melhor.

Essa foto tirei por volta das seis e quinze da manhã, na rua 234, a uma quadra de casa. O tênis parece ter sido usado até o ponto em que se encontra aqui, solitário, sem seu amigo do pé esquerdo. Onde andaria o outro?

Um flagrante de trabalhador na padaria da esquina da rua 281. Aqui eu atravesso todos os dias para chegar até o ponto onde minha colega me pega para ambos irmos ao trabalho. Essa pessoa lia calmamente o jornal e o lusco-fusco do dia a amanhecer já se insinuava no chão, nas mesas e nas paredes.

Esse carregador apressado, vende também picolés na rua. Figura fácil nos bairros de Campinas e Setor Coimbra. Ele percebeu que eu o fotografava. Riu ou de surpresa ou para sair bem na foto. Valeu seu Zé. É tu na fita!

Essas galinhas fazem parte das contradições da paisagem urbana de Goiânia. Num antigo mercado do Setor Coimbra, invadido por um sem-número de pessoas, alguém cria galinhas de maneira livre. E elas até que estão gordinhas. Olha esse galo. Já está bem grandão.

Eu não sei o nome desse rapaz. A sua beleza e a figura interessante que se formou na foto fizeram-me não deletar a foto, que tirei no ônibus. Se você se reconhecer aqui, e não gostar, comente o blog que eu retiro a sua foto. Mas se quiser deixar, deixe. Só está aqui porque você é fotogênico. Obrigado.
Esse pombo manso, quase a meus pés fez lembrar-me que ele pode estar assim por estar muito doente. Eles são os ratos das ruas, comem de tudo e ainda podem transmitir doenças. No entanto, podem ser graciosos. Pombos...
Esse olhar sobre recortes particulares da cidade podem revelar um fotógrafo meio atrapalhado, mas confesso gostar de flagrantes e de coisas aparentemente sem utilidade. Uma cidade é um espaço ocupado de acordo com necessidades que não passam sempre pela estética ou pelo bem-estar de seres humanos e animais que passam a conviver juntos. No entanto, essa suposta bagunça bem que fica bem aos olhos... De alguns...
28 de outubro de 2008.

1 comentários:

Willian disse...

Oi Alex ! Eu fui vendo todas as imagens, lendo detalhes sobre elas, ás vezes forma, ás vezes a hora da foto tirada, mas não me saía da cabeça a foto da rosa, pq uma das coisas q mais gosto é rosa amarela, só q fechada. Eu pensei sobre sensações de olhares da cidade hj mesmo enquanto ia a casa da minha irmã e ia vndo as coisas passando e passando. Foi ótimo de ler e ver. Abraço e té mais.