
Como eu sou bonito, exclamo da frente do espelho que nunca rirá de mim!
Acordo com meus olhos empapuçados do sono que nunca é o suficiente para descansar,
Olho-me nos olhos embaçados,
Cambaleio de um lado a outro até chegar no trabalho, como eu sou lindo!
Há dez quilos atrás essa roupa caía-me como uma luva,
Os olhos de quem me olha é um espelho perfeito, sem curvas, distorções ou aumentos,
Invento coisas para me recobrir para que se realce aquilo que eu posso oferecer
Àqueles que me olham sem pedir permissão.
Como eu sou bonito, penso olhando nos olhos daqueles que riem quando eu apareço!
Passo pelas pessoas chamando a atenção para mim.
Olho-me nas faces que passam e se abaixam ao perceberem que percebo.
Ando por aí até que sinta que já se acostumaram.
Há tanto tempo que isso acontece.
A face dos outros é um espelho mais perfeito ainda.
Passo por isso sem dar a devida atenção para o problema.
A vida é mais que uma mera vaidade, eu sei.
E retribuo de cara fechada, olhares que me julgam na passarela do cotidiano.
Acordo com meus olhos empapuçados do sono que nunca é o suficiente para descansar,
Olho-me nos olhos embaçados,
Cambaleio de um lado a outro até chegar no trabalho, como eu sou lindo!
Há dez quilos atrás essa roupa caía-me como uma luva,
Os olhos de quem me olha é um espelho perfeito, sem curvas, distorções ou aumentos,
Invento coisas para me recobrir para que se realce aquilo que eu posso oferecer
Àqueles que me olham sem pedir permissão.
Como eu sou bonito, penso olhando nos olhos daqueles que riem quando eu apareço!
Passo pelas pessoas chamando a atenção para mim.
Olho-me nas faces que passam e se abaixam ao perceberem que percebo.
Ando por aí até que sinta que já se acostumaram.
Há tanto tempo que isso acontece.
A face dos outros é um espelho mais perfeito ainda.
Passo por isso sem dar a devida atenção para o problema.
A vida é mais que uma mera vaidade, eu sei.
E retribuo de cara fechada, olhares que me julgam na passarela do cotidiano.

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